Mais de 78 pessoas já foram demitidas durante a quarentena em Nova Andradina

Número pode crescer se o decreto municipal continuar, diz os contadores

Da Redação


Na tarde desta quinta-feira (2), o Jornal da Nova pesquisou junto aos escritórios de contabilidade na cidade de Nova Andradina, quanto está o número de demissões que aconteceram durante o período de quarentena, que teve início no último dia 24 e se estende por 15 dias, até a próxima terça-feira (7).

O decreto municipal assinado pelo prefeito Gilberto Garcia, inicialmente tinha como finalidade fechar o comércio geral, deixando somente aberto o ramo alimentício, farmácias, postos de combustíveis e outros segmentos essenciais para o desenvolvimento da cidade durante o período de isolamento social.

Durante a pandemia, o decreto foi editado e flexibilizou alguns segmentos, mas no sistema delivery.

Desde o dia 23 de março, quando o decreto foi oficializado para entrar em vigor no dia seguinte, houveram até o momento, 78 demissões em Nova Andradina. Ainda existem ao menos 9 simulações previstas nos escritórios de contabilidade do município.

Ao menos, outras quatro empresas devem demitir ao todo, mais 26 funcionários, de vários segmentos, até a próxima quarta-feira (8). O ramo de atividade mais afetado foi de vendedor, mecânico, motorista e atendente.

Os contábeis disseram que dependendo do tempo da quarentena, muitas empresas, especialmente as micro, pequenas e médias, vão desaparecer.

“Após superarmos a fase de isolamento, que é necessária, sem dúvida, o que nos preocupa muito é o quadro que iremos enfrentar na economia. Dependendo do tempo de quarentena, muitas empresas, especialmente as micro, pequenas e médias, irão desaparecer, e muitas das grandes terão que demitir equipes, agravando ainda mais o enorme quadro de desemprego que tínhamos pré-crise”, pontuaram.

Um comerciante, de 59 anos, que exerce na cidade a atividade de vendas, já estuda em demitir ao menos seis funcionários. “Estávamos em um momento de expectativa de recuperação gradual da economia, mas um impacto deste tamanho irá trazer consequências graves que deverão levar muitos anos para serem recuperadas, e com grandes consequências sociais”, disse.

A expectativa dos comerciantes é que o comércio geral reabra as portas na próxima terça-feira (7), com o fim do decreto municipal, que prevê incialmente, 15 dias de isolamento, caso isso não aconteça, vão buscar soluções junto ao poder público.

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